Sindpol denuncia superlotação em delegacias e critica falta de investimento na Segurança

Por em 3 de Outubro de 2017

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário, recebeu a imprensa na manhã desta terça-feira (03), em frente à Casa de Custódia do bairro do Jacintinho para denunciar a superlotação das delegacias e criticou a falta de planejamento do Governo e da Segurança Pública (SSP).

De acordo com Ricardo Nazário, o fechamento da Casa de Custódia há três meses, junto com algumas delegacias regionais do interior, superlotou a capital e algumas delegacias municipais, que já não tinham mais suporte e estrutura para receber os presos.

“As delegacias já não tinha mais xadrez, água, energia e a delegacia-geral está reativando para caber mais gente. Isto foi um retrocesso da SSP com relação aos policiais civis, onde tivemos uma luta grande para que não fosse responsabilidade deles, e voltamos ao zero”, disse o presidente.

Ainda segundo o presidente do Sindpol, a superlotação foi um resultado da falta de planejamento do Governo com a SSP. “Nós já mandamos ofícios ao secretario Lima Jr, há mais de um mês e ele não nos recebe. Também conversamos com o juiz Braga Neto, que informou que os dois presídios que nem foram inaugurados já estão superlotados”, disse Ricardo completando que a saída para o problema é a reforma na Casa de Custódia.

Infelizmente, a informação passada pelo Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal) ao Sindicato é que o projeto de reforma da Casa de Custódia do Jacintinho ainda está em estudo e não tem uma data de inicio.

“O Sindpol está preocupado, porque no município de Palmeira dos Índios a Delegacia-Geral está descumprindo ordens judiciais, que limita a quantidade de presos e em outros interdita. Palmeira tem uma ordem limitando em 18 presos, só esse final de semana tinham 27, onde seis desses fugiram. Se esses presos atacam alguém ou fazem uma rebelião, quem vai ser o culpado? O governador, o secretario Lima Jr, ou o delegado regional?” indagou Ricardo.

O presidente também informou que o Ministério Público (MP) foi informado da falta de estrutura dos Centros Integrados de Segurança Pública (CISPs) recém-inaugurados. No momento, a polícia civil está custodiando cerca de 400 presos, que esperam ser entregues ao sistema penitenciário.

“O que estamos denunciando é que o Sindpol está procurando contato para resolver o problema, mas em proteção a vida dos policiais civis existe um limite e esperamos esse retorno”, disse o presidente, informando que uma reunião com o Arcebispo de Maceió está marcada, como forma de intersecção e sensibilidade do governador.

Polícia Civil

A assessoria de comunicação da Polícia Civil (PC) informou que algumas delegacias do interior do Estado estão sendo reformadas, então, nos locais, algumas celas foram ativadas para que os presos sejam colocados temporariamente.

A assessoria também comunicou que após a conclusão das obras na Casa de Custódia, elas serão desativadas e o local será entregue ao sistema prisional e os policiais civis não vão continuar ‘cuidando’ dos presos e sim, vão investigar, que é o trabalho da PC.  A SSP ainda não se posicionou sobre o caso.

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