Obras do gasoduto estão destruindo rede de abastecimento de água em Arapiraca

Por em 4 de Outubro de 2017

Empresa já danificou quatro vezes a tubulação e a população sofre com constantes falta de água

As obras para a instalação do gasoduto em Arapiraca que vem sendo realizada há mais de um ano pela empresa Algas, entre a cidade de Penedo e o município de Arapiraca através da Al-110 atualmente na área urbana está danificando a tubulação da Companhia de Água e Saneamento de Alagoas (Casal). A população da segunda cidade do Estado está sofrendo com as constantes falta de água em alguns locais a ágia não chjega há 15 dias. Em outtos bairros chega a faltar o abastecimento 10 dias.

A população de Arapiraca e dos demais nove municípios que dependem do abastecimento feito (Casal), a partir da  captação instalada no Morro do Gaia – município de São Brás, banhado pelo Rio São Francisco estão sendo penalizados. Quando não é um defeito na bomba, a falta de água pode ser resultado das quedas no fornecimento de energia eletrica. Além disso, a escassez de água no Rio São Francisco já é visível e preocupante em razão da baixa vazão do Rio da Unidade Nacional.. Outro motivo são os necessários serviços de manutenção na rede que agora passou a ser danificada pela instalação do gasoduto.

A revelação sobre o mais recente razão sobre a falta de água foi revelada  por Marcos Antônio Costa, supervisor de operação da Casal Agreste em entrevista ao programa Show de Noticias na 96 FM comandado pelo âncora Ives Cavalcante na manhã desta quarta-feira (04)

“A empresa já danificou quatro vezes a nossa tubulação e isso causa um transtorno e prejuízo enormes porque precisamos paralisar todo o sistema”, informou Marcos Costa durante a entrevista.  Segundo Marcos Costa, além dos danos já provocados – motivo da falta de água que atinge bairros da parte alta de Arapiraca desde a semana passada –, a instalação do gasoduto em determinado trecho da margem da rodovia AL-220 deixa as duas tubulações muitos próximas. Por conta disso, cerca de 500 metros da rede de água deverão ser recolocados para evitar problemas futuros, conforme explicou o representante da Casal n

Para completar, Marcos Costa antecipou uma nova ordem de redução de vazão no rio São Francisco. A Chesf pretende operar com cerca de 300 metros cúbicos por segundo, o que significa que o nível do rio vai ser mais reduzido. “Isso pode causar um colapso em nosso sistema de abastecimento, já temos problemas na estação de captação em Traipu e que também já atinge São Brás.

As bombas estão puxando praticamente areia junto com a água”, disse o supervisor de operações da Casal Agreste sobre a situação que causa a quebra de equipamentos e exige mais custos para tratamento da água. Uma solução imediata é a dragagem do rio nas imediações das estações que captam água do Velho Chico e a compra de novos equipamentos, conforme informou Marcos Costa.

 

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