Morte de frentista revela o caos na saúde pública em Palmeira

Por em 19 de Junho de 2017

Kleverson Levy

Não é de hoje que a saúde de Palmeira dos Índios “agoniza” quando se trata de socorro às vítimas que necessitam de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou no Hospital Regional Santa Rita.

O caso do frentista Fábio Nogueira, ocorrido no final de semana, foi mais uma demonstração da falta de administração e calamidade ocorrida na cidade.

Em meio ao marketing-político-eleitoreiro, após os acontecimentos, os gestores acham um motivo para resolver o problema.

Ressalte-se que o caso do frentista só ganhou visibilidade na imprensa após denúncias nas redes sociais, através dos familiares, que passaram por dificuldades enormes em busca de atendimentos médicos no município.

Portanto, não é o prefeito, secretários e seja quem for da gestão pública que – midiaticamente – usando o termo “despachar na Upa” resolverá a situação às escondidas dentro da unidade.

A Upa de Palmeira precisa de médicos, enfermeiros, medicamentos e pulso administrativo para atender bem quem dela utiliza e necessita.

Não são os gestores políticos que – achando-se no direito de “despachar” por lá – vão melhorar o que só pode mudar com investimentos (verbas, dinheiro) na área. Alguém que está “despachando” na Upa é médico? Alguém sabe resolver os problemas no atendimento à população? Alguém?

Chega de demagogia política e façam o que foi prometido durante o período eleitoral.

Aliás, fica o alerta até para o Ministério Público Estadual (MPE-AL) intervir – se for o caso – na saúde de Palmeira dos Índios.

O frentista foi mais um cidadão, após denúncias nas redes sociais, onde todos ficaram sabendo do caso que chegou a óbito. E os outros que morrem sem que haja uma simples denúncia?

Os fatos mostram falha por parte da UPA e do Hospital Santa Rita que não tinha – sequer – médicos para realizar a cirurgia de vesícula que, apesar de considerada simples, contudo, deve ser realizada ao ser diagnosticada.

Até uma ultrassonografia não houve condições de ser feita. Sem falar que nem uma ambulância a Secretaria de Saúde disponibilizou para que o jovem fosse transferido para outro hospital na capital alagoana.

Dizer, no entanto, que “Nunca na história da UPA um governo despachou de dentro da Unidade e que o gabinete só saíra da UPA quando os problemas acabarem” é permanecer na demagogia política para dar uma satisfação à população.

Após várias pressões, reclamações e repercussões negativas, viu-se – midiaticamente – um motivo somenos para esconder outros que poderão surgir.

Infelizmente, o caso do frentista Fábio Nogueira revela o caos na saúde pública em Palmeira.

O Blog, inclusive, já mostrou – em menos de um mês – um problema na Sáude local: Mãe luta na Justiça por medicamentos para salvar vida do filho . Foi resolvido, em certa parte, mas tudo após a repercussão na imprensa.

Ou seja, parece que a administração do prefeito Júlio Cezar (PSB) resolve sempre que a mídia expõe o problema ou há uma denúncia nas redes sociais. Os gestores precisam aprender (e entender) que hoje em dia – com o advento das redes sociais – o modo para administrar mudou.

Atualmente, qualquer cidadão com um aprelho celular nas mãos pode denunciar os desmandos que ocorrem na administração pública.

Enquanto isso! é Vida Que Segue com Redes Sociais.

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