Frigovale não cumpre acordo e pode gerar desabastecimento de carnes no Agreste

Por em 4 de Março de 2017

 

Marchantes e fateiras querem investigação do Ministério Público Estadual e Federal  do processos licitatório
O descumprimento de acordos do frigorifico Frigovale, empresa terceirizada que detem o abate de animais em Arapiraca e Região Metropolitana do Agreste (RMA) com marchantes, boiadeiros e fateiras poderá provocar o desabastecimento de carnes,  com sérios prejuízo a economia local e regional. Outro problema que poderá provocar e a matança clandestina contrariando todos os as normas de higiene e na contramão da Vigilância Sanitária. O antigo maradouro que era gerido pela Prefeitura de Arapiraca que atuou nas últimas três décadas foi totalmente desativado e demolido pela gestão anterior da então prefeita Célia Rocha.
De acordo com o presidente da Cooperativa dos Açougueiros de Alagoas (Coopaal) José Carlos Rodrigues, a situação entre a categoria e o Frigovale que se instalou em Arapiraca no inicio do ano passado com direito a incentivos fiscais por parte do município e do Estado, está insustentável em razão do descumprimento dos  dos acordos e pelo contrato de comodato com Prefeitura de Arapiraca. O problema mais recente que são inúmeros desde a implantação da empresa  foi a decisão tomada pelo frigorifico em mudar o horário de entrega das vísceras as fateiras.
Os marchantes e fateiras, boiadores e transportadores exigem a revisão do contrato de comodato entre a empresa privada e a Prefeitura de Arapiraca. Eles alegam sucessivas irregularidades desde a implantação da empresa e pedem a intervenção do Ministério Público Estadual e Federal em uma minuciosa investigação do processo licitatório. Todo o processo foi aprovado pela Câmara Municipal de Arapiraca na legislatura passada e aprovada pela anterior gestão da então prefeita Célia Rocha.

 

  Segundo o presidente da Coopeaal, Carlinhos Rodrigues, elas só estão podendo comercializar os produtos com dois dias de congelamento, porque o horário da entrega mudou de 18 horas para as 6 horas do dia seguinte ao abate. Isto não dá tempo das fateiras venderem o produto nas feiras livres e no Mercado Público de Arapiraca, esclareceu.

Os marchantes e as fateiras estiveram, na manhã da última quinta-feira (1º)  com representantes da Prefeitura de Arapiraca no Centro Administrativo, para colocar os problemas encontrados no relacionamento com a FrigoVale. Os trabalhadores saíram da reunião frustados, apenas com a promessa de que o prefeito Rogério Teófilo (PSDB) ainda está se inteirando da administração, mesmo depois de 60 dias no comando do executivo arapiraquense e com a experiencia de secretário municipal de administração em gestões anteriores.

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