Prefeitura não paga a conta e Tiro de Guerra pode fechar em Arapiraca

Por em 17 de Fevereiro de 2017

Para manter a instituição funcionando sub-tenente para contas com o próprio salário  
Implantado em Arapiraca há 45 anos pela 7ª Região Militar  (Recife) quando o município de Arapiraca vivenciava a fase aurea da cultura fumageira o Tiro de Guerra 07-015, está ameaçado de não continuar mantendo o civismo e preparando jovens para a defesa da Pátria na cidade mais importante do interior do Estado.
É responsabilidade das Forças Armadas o fornecimento do armamento, munição, fardamento as instruções e ao município de Arapiraca de acordo com  o Termo de Cooperação com as Forças Armadas a manutenção logística, suprimento e alimentação dos atiradores quando dos turnos de serviço.
Em novembro do ano passado, a então prefeita Célia Rocha (PSL) renovou  o termo de compromisso na parceria com as Forças Armadas para manter o Tiro de Guerra do Exército funcionando no município de Arapiraca no período de 31 de julho de 2014, até 31 de julho de 2019. Em 2015 a ex-prefeita fez uma visita ao Tiro de Guerra, prometeu ajuda, ficou ciente dos problemas e infelizmente não cumpriu nada. desabafou o sub-oficial.
 De acordo com o sub-tenente, Adriano Soares Martins, instrutor da instituição militar, desde novembro do ano passado os recursos para a manutenção do prédio, instalado em 1972 no município, no bairro Primavera não estão sendo repassados e as atividades realizadas no local poderão ser suspensas. De acordo com o compromisso entre o Exercito Brasileiro e a Prefeitura o gestor tem a função de Diretor Geral do TG., explicou Soares.
A parceria  não vem sendo cumprida, que estabelece as responsabilidades das partes envolvidas na parceria, com as funções de cada órgão bem definidas e acordadas, explicou. É responsabilidade da Prefeitura de Arapiraca a liberação dos recursos para a manutenção da área e bem-estar do atirador durante o período da sua incorporação até o seu licenciamento. Já o Exército é responsável pela operacionalização, explicoiu. 
È dever da Prefeitura de Arapiraca o fornecimento do material de expediente, material de limpeza, fornecimento da rede telefonica, internet e alimentação que inclui café da manhã para os 80 atiradores  além de almoço e jantar para a gurnição de serviço. No próximo dia 21 deste mes o Tiro de Guerra vai receber 464 jovens e deve selecionar 80 para a prestação do serviço militar. Todos receberão o Certificado de Reservista.
Para manter o tiro de Guerra funcionando o chefe de instrução vem custeando as despesas básicas do próprio bolso, e o mais grave, pode não ser resarcido. No encontro com o prefeito Rogério Teófilo, o gestor foi oficializado para prestar esclarecimento sobre o restabelecimento das atividades do TG.  
Prefeito Rogério Teófilo foi informado da situação
O comandante do Tiro de Guerra manteve uma reunião com o  prefeito Rogério Teófilo (PSDB), na semana passada, e fez o relato minuncioso do caos instalado na instituição militar e descreveu todas as dificuldades e problemas enfrentados neste período de crise economica em que se encontram todos os municipios brasileiros. Ao tomar conhecimento da falta de apoio das gestões anteriores, o novo gestor garantiu um diálogo aberto e que está buscando meios de atender as solicitações feitas pelo subtenente.
 Uma equipe técnica ligada à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) esteve, na última sexta-feira (11), nas instalações do Tiro de Guerra para dar início a uma série de levantamentos no local. Adriano Soares afirmou que não existiu falta de vontade em ajudar, mas que até o presente momento o que existe são promessas. O subtenente informou  que caso o prazo dado pela prefeitura não seja cumprido, ele vai dar entrada na solicitação para o fechamento do Tiro de Guerra na cidade. 
O sub- oficial explicou que o processo para o fechamento já foi iniciado, mas como houve a sinalização da atual gestão em solucionar a questão, ele está aguardando. “Os nosso superiores já estão informados da verdadeira e atual gravidade da situação, mas foi combinado com a prefeitura que em uma semana os problemas de urgência e emergência apresentados serão resolvidos. Estamos na expectativa”, assegurou o subtenente
Entre os problemas estruturais que poderão impossibilitar a realização das atividades previstas para este ano, está a instalação de uma nova rede elétrica. De acordo com informações, a rede elétrica do Tiro de Guerra já tem mais de 40 anos e nunca foi feita nenhuma manutenção. Outro fator de risco levantado é a fossa de detritos. Ela está no limite e precisa ser esgotada. Adriano Soares Martins comentou durante entrevista que um técnico da própria prefeitura já foi ao local e acredita que não há como salvar a já existente, sendo necessária a construção de uma nova fossa. 
“Se não houver cumprimento do prazo, lamentamos informar que será dado continuidade ao processo e após 60 dias a contar da data de entrada da documentação, as atividades do Tiro de Guerra serão paralisadas totalmente”, garantiu Soares. Além de servir aos oficiais, a estrutura física do Tiro de Guerra atende escolas e ONGs que recuperam dependentes químicos.
De acordo com o subtenente, essas instituições utilizam o espaço para desenvolver práticas esportivas. As instalações físicas do Tiro de Guerra estão comprometidas, falta telefone, rede de internet sendo necessário a necessidade de um local para funcionar com estande para a pratica de tiro.

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *