Vereadores de Mata Grande discutem 140% de reajuste de salário

Por em 5 de Novembro de 2016
Proposta é de autoria do presidente da Mesa Diretora, José Júlio Brandão

Vereadores do município de Mata Grande, no alto Sertão do Estado,, estão discutindo um projeto de lei que, se aprovado, vai aumentar o salário deles em 140% a partir de 2017. Uma sessão na Câmara para tratar do assunto, na noite de sexta-feira (4), foi acompanhada por moradores da cidade.

De acordo com a proposta de autoria do presidente da Câmara, o vereador José Júlio Brandão, o salário dos parlamentares passaria de R$ 2,7 mil para R$ 6,4 mil já no próximo ano. A justificativa apresentada no projeto é que “tais aumentos correspondem a uma correção legal, justa e razoável em relação aos valores recebidos atualmente pelos demais agentes políticos, adequando-se a uma necessidade da responsabilidade dos cargos”.

Só que além dos salários, o aumento também engloba os valores das verbas indenizatórias, utilizadas para pagar despesas dos vereadores no exercício da função, a conhecida verba de gabinete, que é de R$ 1,5 mil e seria ajustada para R$ 5 mil para os componentes da Mesa Diretora e R$ 3 mil para os demais vereadores.

Mas há vereadores que são contra esse aumento. “Isso é um absurdo. Como é que o presidente da Câmara vem, em um momento de crise como esse que o Brasil está passando, querer dar um aumento de 140% de salário?”, questiona o vereador George Tenório, reeleito para o próximo mandato.

Os moradores da cidade também se posicionaram sobre o assunto. “Isso é uma vergonha, é 
inadmissível, a população está aqui mostrando que não aceita esta proposta e nós vamos estar sempre acompanhando”, afirma Edimá Jucá.

A sessão foi encerrada em menos de meia hora. Na saída da Câmara, o autor da proposta disse que ela ainda tramita na Comissão de Orçamento da Casa e não há previsão para ser votada.
Brandão avalia também que o aumento não vai causar impacto nas contas do Legislativo, porque não haverá alteração no duodécimo, apenas uma reorganização dos gastos. 

“Eu não vou ser beneficiado, porque eu não faço parte da gestão que vem”, afirma ao lembrar que não foi reeleito. “Esse projeto só vai beneficiar a eles mesmos. E a população, nada”, avalia o agente administrativo Gilmar Pedro, funcionário público de Mata Grande.
 

Redação com G1-Alagoas. 

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