Adalberon Sá “James Ribeiro não ouviu o povo e só “apagou incêndios”

Por em 20 de Maio de 2016

Pré-candidato diz que não houve relacionamento harmônico com o Poder legislativo e faltou transparência.
Pré-candidato a prefeito de Palmeira dos Índios o ex-secretário de Estado de Promoção da Paz, o sociólogo, Adalberon Sá Júnior, concedeu entrevista ao Jornal de Arapiraca nesta 18ª edição e ao blog do Roberto Gonçalves  falou do momento político atual que antecede as eleições 2016 em nível municipal. Faz uma avaliação da gestão James Ribeiro afirmando que no decorrer das duas gestões, na sua visão, Ribeiro somente se preocupou com eleições se preocupou em  “apagar incêndios” e não preparou a cidade para o caminho do desenvolvimento. Adalberon apontou avanços, mas afirmou que faltou dialogo com o Poder legislativo e transparência nas duas gestões.
 Quantos e quais os partidos que estão integrados no seu projeto político de chegar a prefeitura de Palmeira dos Índios ?
Adalberon Sá – Atualmente contamos com três partidos, o Sustentabilidade que tenho o comando do diretório municipal, o PPS que tem como representante o médico e vereador Márcio Henrique e o PSC, atualmente, essa frente está alinhada e estamos conversando com outros partidos com vistas e esse projeto.
 Como você vê essa implosão e divisão no grupo situacionista após a decisão do prefeito James Ribeiro fazer sua opção pela pré-candidatura da médica Verônica Medeiros ? 
Adalberon Sá – O que está acontecendo no grupo do prefeito é a forma de como cada um, vai lidando com a construção do projeto de grupo. Isso mostra a falta de habilidade para conduzir esse processo diante dos nomes existentes no grupo.  Mas eu prefiro me preocupar as articulações e as construções das candidaturas de oposição e deixar que o gestor que já tem nomes suficientes pra debater encontre uma solução para o problema.
 Existe a possibilidade de uma composição entre Flavio Targino, Sheila Duarte, Júlio Cezar e o seu nome em um só grupo de oposição ?
Adalberon Sá – Eu tenho sido um defensor de que essa frente partidária que montamos, que haja uma discussão em torno de um programa de governo que atenda a todas as expectativas  da oposição. Se possível vamos tentar reunir todos os nomes de oposição em torno de uma única candidatura. Certamente essa formula será a mais razoável  para  chegar a Prefeitura e implementar os programas que defendo.
 Temos conversado com todos os nomes da oposição e trabalhando nessa perspectiva de ir administrando a forma como cada um entende o processo eleitoral  e as prioridades de cada um reunindo Adalberon, Sheila Duarte, Flavio Targino, Júlio Cezar e Márcio Henrique, enfim, todos os nomes que estão colocados em um projeto maior de cidade, para que possamos marchar juntos. Até agosto as articulações.  acontecerão até as convenções. Temos um cenário favorável nesse objetivo.
 Como você vê a mudança de partido do prefeito James Ribeiro após um longo período no PSDB para o PMDB do governador Renan Filho ?
Adalberon Sá – É diferente você avaliar as questões partidárias diante das escolhas de quem você não acompanha, é complicado. Eu avalio que o prefeito e o grupo político que está comandando Palmeira dos Índios avaliou que indo para o PMDB, traria mais benefícios para a discussão local na cidade. Se traduzir numa realidade ou não, precisa ver até o final dessa gestão e ao longo da próxima gestão seja quem for o prefeito. Mas jamais o governo do Estado vai abandonar a cidade Palmeira dos Índios porque o prefeito não é do partido aliado. A cidade é muito maior do que a discussão politica.
 Qual a sua avaliação das duas gestões do prefeito James Ribeiro ?
Adalberon Sá – Uma gestão com muitos avanços a serem colocados que precisam ser reconhecidos.  Quanto a Rede e a frente partidária não dar para fazer oposição por oposição. Mas não admitimos a ideia de situação por situação, ou seja, tudo que for ligado ao prefeito a gente vai defender seja bom ou seja ruim. Existem avanços deixados por James Ribeiro por Alberico Cordeiro.
 Agora é preciso ver as falhas, existem lacunas que foram deixadas. Não temos um governo que olhe a cidade em uma perspectiva de planejamento. Não temos um plano que projete a cidade para os próximos 10 anos. Uma gestão que falha no planejamento, falha na transparência, falha na relação com o Poder Legislativo na perspectiva de unir os poderes quanto aos projetos que beneficiam a cidade. Quando um projeto é de oposição não passa na sanção do prefeito. Projetos de aliados do governo encontram dificuldades de avançar. O relacionamento com o Legislativo precisa melhorar.
 A questão do planejamento de cidade se não estivéssemos a oito anos atrás programada, para os próximos dez, vinte anos não tínhamos o surgimento de comunidades do programa Minha Casa Minha Vida, com o mínimo de estrutura e convício social das pessoas que lá residem. A grande lacuna do governo James, permitir que a cidade fosse perdendo a densidade. É preciso resgatar a identidade e o sentimento de pertence do povo. Isso vai se fazer na medida que o povo se sinta representado pelo governo. Esse processo existe em nível de Brasil, mas em Palmeira ele se aprofunda porque as pessoas sentem uma distância entre o Poder Executivo, do Poder Público.        
 

  

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